Diversidade dos Carisma afirmar a fé O exercício dos carismas do Espírito Santo ( carisma nos leva o Dom )
Há Muitos Carismas
Os carismas edificam a vida espiritual, elevam nossos louvores e guiam nossas orações .
· Frutos de conversão.
· Responsabilidade
· Maturidade humana e espiritual
· Carisma de liderança
Carismas: ferramentas de resgate
A palavra de ordem que São Paulo deu a seu discípulo Timóteo é a ordem de Deus para nós nos dias de hoje:
“Eu te exorto a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria. Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem de mim seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus” (2Tm 1,6-8).
É preciso que você seja assim. É assim que você vai ser instrumento de Deus. Ele precisa de você, porque Ele não quer perder nenhum dos seus filhos.
É Deus mesmo que está reclamando os seus filhos de volta:
“Traze meus filhos das longínquas paragens e minhas filhas dos confins da terra. Todos aqueles que trazem meu nome e que criei para minha glória. Não vos lembreis mais dos acontecimentos de outrora, não recordeis mais as coisas antigas, porque eis que vou fazer obra nova, a qual já surge: não a vedes?” (Is 43,6b-7.18-19a).
"Carismas precisam se unir para formar Igreja de Jesus Cristo" grego charisma, que significa “donativo de caráter imaterial, dado de graça”, portanto, os dons são capacidades sobrenaturais concedidas pelo Espírito Santo com o propósito de edificar a Igreja, visto que os dons são dados à igreja para a sua própria edificação (1Co 14.12), levando-a a manter e a desenvolver sua unidade no corpo de Cristo (Ef 4.4-6).
> Dons Carismáticos > Dom da Profecia > Dom das Línguas > Dom da Interpretação > Dom da Fé > Dom da Cura > Dom dos Milagres > Dom da Palavra de Ciência > Dom da Palavra de Sabedoria > Dom do Discernimento > Dons de Santificação > Dom da Fortaleza > Dom da Piedade > Dom da Sabedoria > Dom do Conhecimento > Dom do Conselho > Dom do Entendimento > Dom do Temor de Deus
Neste contexto dividimos os dons em: ordinários e os extraordinários, os ordinários são os de natureza comum, como por exemplo, o dom musical, aquele que tem facilidade no relacionamento com a música; e os extraordinários são aqueles citados em 1 Co 12.8-10 – (1) Palavra da Sabedoria; (2) Palavra do Conhecimento; (3) Fé; (4) Curas; (5) Operação de milagres; (6) Profecia; (7) Discernimento de espíritos; (8) Variedade de línguas; (9) interpretação de línguas, portanto sobrenatural, concedidos por Deus através do Espírito Santo. Teologicamente, definiremos dom partindo de sua origem que se encontra no grego charisma, que significa “donativo de caráter imaterial, dado de graça”, portanto, os dons são capacidades sobrenaturais concedidas pelo Espírito Santo com o propósito de edificar a Igreja, visto que os dons são dados à igreja para a sua própria edificação (1Co 14.12), levando-a a manter e a desenvolver sua unidade no corpo de Cristo (Ef 4.4-6).
ORGANIZAÇÃO:
PROF. ERNESTO L SIENNA
O EVANGELHO SEGUNDO SÃO JOÃO
O quarto evangelho, a princípio tem a mesma estrutura dos evangelhos sinóticos: inicialmente mostra o testemunho de João Batista sobre Jesus, depois apresenta várias passagens e acontecimentos da vida de Cristo, e termina com os relatos de sua paixão, morte e ressurreição. No entanto destaca milagres ou aspectos da pregação de Jesus que não são relatados pelos sinóticos: o início da vida pública de Jesus nas bodas de Cana; a ressurreição de Lázaro; o lava pés; a questão do paráclito; o longo discurso sobre o pão da vida que vem após a multiplicação dos pães; é o único a apresentar as três grandes festas judaicas; Jesus toma posse da fórmula “Eu sou”, que é própria de Deus. O evangelho segundo João é o evangelho mais puro, o mais radical, o mais teológico, com uma cristologia mais desenvolvida que se preocupa em apresentar a divindade de Cristo.
Para o povo judeu do AT a fé está na lei de Moisés, no culto centrado em Deus efetuado no templo, João vai colocar o eixo em Jesus. Jesus é a Lei, Jesus substitui o templo e a fé está na pessoa de Cristo.
1. O Autor
A tradição antiga da Igreja identificou a autoria deste evangelho como sendo de João o discípulo amado de Cristo. “Este é o discípulo que dá testemunho dessas coisas e foi quem as escreveu: e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro” (21,24).
Santo Ireneu de Lião (+/- 125/140 dC) é o autor mais antigo que afirma a autoria do quarto evangelho à João: “Em seguida, o discípulo do Senhor, o mesmo que repousou sobre o seu peito, publicou também o evangelho durante sua estada em Éfeso”.
2. A data
Provavelmente no final do primeiro século, entre os anos 90 e 100 dC, na localidade de Éfeso.
3. Destinatário
Diferente dos evangelhos sinóticos que tem um destinatário concreto, Marcos escreve para Romanos, Mateus para Judeus e Lucas para Gregos, João tem um destino universal, pois escreve não para uma comunidade específica, mas para todas as comunidades cristãs.
4. Objetivo de João
O propósito de João é inspirar nos leitores a fé em Jesus e está claro nas conclusões finais do capítulo 20,30-31:
a. Crer que Jesus é o Filho de Deus
b. Para ter vida
5. Particularidades de João
João usa de um material especial para desenvolver seus escritos, possui bons conhecimentos históricos e topográficos. João não está preocupado em mostrar um Jesus “histórico” do ponto de vista moderno, mas seu interesse é levar o leitor, pelos olhos da fé, a raiz dos acontecimentos. Comparando as parábolas vivas e cheias de sinais dos sinóticos com os discursos profundamente teológicos de Jesus no evangelho de João mergulhamos numa realidade onde ele procura revelar as verdades mais secretas e divinas.
Enquanto os sinóticos proclamam o Reino de Deus ou o Reino dos Céus no escrito joanino a grande revelação é o próprio Jesus.
5.1 “Eu Sou”
A fórmula “Eu Sou” como a vemos no livro do Êxodo quando Deus se apresenta à Moisés dizendo “Eu sou aquele é”, é própria do Criador, no entanto Jesus toma posse desta expressão para auto-definir-se:
6,35 “Eu sou o pão da vida”
9,5 “Eu sou a luz do mundo”
10,7-9 “Eu sou a porta”
10,11-14 “Eu sou o bom pastor”
11,25 “Eu sou a ressurreição”
14,6 “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”
15,1 “Eu sou a videira”
5.2 O Paráclito
João não usa a palavra Espírito Santo mas a expressão Paráclito várias vezes nos discursos de despedidas dos discípulos, no entanto diferente do evangelho de Lucas que apresente Jesus como cheio do Espírito Santo para João é pelo Espírito Santo que se perpetua a presença de Jesus entre seus seguidores, é o Espírito que nos ilumina e nos dá a conhecer profundamente a pessoa de Jesus. (Espírito = Paráclito, Espírito da Verdade, Espírito Santo).
1- Espírito enviado pelo Pai: 14,15-17: “e rogai ao Pai e ele vos dará outro Paráclito, para que convosco permaneça para sempre”;
2- Espírito enviado por Cristo: 16,7: “se eu não for o Paráclito não virá a vós, mas se for envialo-ei à vós”;
3- Para recordar todas as coisas: 14,26: “mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que vos disse”;
4- Para revelar as coisas futuras e glorificar a Jesus: 16,13: “quando vier o Espírito da Verdade, ele vos guiará na verdade plena...e vos anunciará as coisas futuras”;
5- Para testemunhar a Cristo: 15,26: “quando vier o Paráclito...dará testemunho de mim”.
Conforme a tradução da Bíblia Ave Maria paráclito é uma palavra grega que significa advogado, intercessor.
5.3 Os milagres de Jesus
João não utiliza a palavra milagres para falar das grandes realizações de Jesus mas utiliza-se da expressão grega “semeion” que significa sinais.
Sinais significam o indício revelador de alguma coisa, pode ser um milagre ou não. João apresenta seis sinais como forma de provar que Jesus é o enviado do Pai e que o que interessa realmente não é o sinal em si mas o autor deste:
1º Bodas de Cana: 2,1-11;
2º Cura do filho do funcionário real: 4,46-54;
3º Cura do enfermo na piscina de Betesda: 5,2ss
4º Multiplicação dos pães: 6,5-14;
5º Cura do cego de nascença: 9,1-16;
6º Ressurreição de Lázaro: 11,1-44;
Sendo que o grande sinal, o de número sete, é sua própria ressurreição, como forma de apresentar a perfeição dos tempos no Cristo ressuscitado.
Para o povo da Bíblia os números são muito significativos, o número 7 significa intensidade, perfeição. Porisso que quando Pedro pergunta à Jesus: quantas vezes devemos perdoar 7? Jesus responde não 7 mas, deveis perdoar 70 x 7.
5.3 Eucaristia
Para os sinóticos Jesus instituiu a Eucaristia na quinta-feira santa. João coloca na quinta-feira o relato do lava-pés, para dizer que a Eucaristia deve levar à um gesto concreto, mostra Jesus como aquele que serve, como escravo. (diakonia em grego = serviço).
Para João a Eucaristia se dá no capítulo 6,11 (multiplicação dos pães) onde o que importa e dar graças e distribuir.
5.4 Jesus é o templo
Os evangelhos sinóticos narram a expulsão dos vendilhões do Templo como acontecida na última Páscoa, no final do mistério de Jesus.
Para João este fato está na primeira Páscoa (2,13ss), quando Jesus começa a pregar, pois para encontrar Deus o lugar não é mais o Templo, mas a própria figura de Jesus. A partir de agora se adora em Espírito e Verdade.
5.5 As Festas Judaicas
Os Evangelhos sinóticos não têm interesse pelas festas Judaicas, e com referência a Páscoa, sua principal festa, apresentam apenas a passagem de uma Páscoa que se dá no último ano do Ministério de Jesus.
O Evangelista João mostra que conhece profundamente a cultura judaica, apresentando no ministério de Jesus três Páscoas (três anos de vida pública), além das outras principais festas Judaicas, como o Pentecostes, Tendas e a Festa da Dedicação.
1ª Páscoa: Jo 2,13-22; acontece após o início de seu ministério com as bodas de Cana.
Festa de Pentecostes: Jo 5,1, embora o texto não revele que era pentecostes, subentende-se por que se dá logo após a descrição da primeira Páscoa. (Pentecostes em grego significa qüinquagésimo, é a festa da colheita ou das primícias realizada pelos judeus cinqüenta dias após a Páscoa).
2ª Páscoa: Jo 6,4; é a Páscoa precedida da multiplicação dos pães.
Festa das Tendas ou Tabernáculos: Jo 7,2, recordava os quarenta anos de permanência do povo no deserto quando saíram do Egito.
Festa da Dedicação: Jo 10,22, dedicação ou purificação do Templo que havia sido profanado no ano 200 aC.
3ª Páscoa: Jo 11,55; 12,1 e 13, 1, é a Páscoa da morte e Ressurreição de Jesus, esta é apresentada pelos quatro evangelistas.
Com este estilo teológico de escrever João quer mostrar que com a vinda de Jesus termina o culto antigo representado pelas festas e pelo Templo. O novo Templo agora é Jesus e a Ele se deve o culto, este é o sentido da vida de Cristo.
5.6 Jesus é o Logos
Para os sinóticos a divindade de Jesus vai se revelando aos poucos.
João apresenta Jesus desde o princípio como o messias o filho de Deus (1,1-2.14).
João ainda usa a palavra verbo para dar dinâmica a Jesus.
5.7 Títulos de Jesus
Mateus: Emanuel (1,23 - 28,20);
Marcos: Filho de Deus (1.1 - 15,39);
Lucas: não há título específico mas Jesus é o possuído pelo Espírito Santo;
João apresenta Jesus como o cordeiro de Deus 1,29 - 19,36.
5.8 O discípulo que Jesus amava
A expressão “o discípulo que Jesus amava” aparece em João cinco vezes, isto é um fato enigmático:
1. no anúncio da traição (13,22): “Estava à mesa, ao lado de Jesus, um de seus discípulos, aquele que Jesus amava”;
2. aos pés da cruz (19,25-26): “Perto da cruz de Jesus permaneciam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria mulher de Cleofas, e Maria Madalena. Jesus, então, vendo sua mãe, e perto dela, o discípulo a quem amava”;
3. no sepulcro (20,2): “Maria Madalena...corre, então e vai a Simão Pedro e ao outro discípulo, que Jesus amava”;
4. reconhece Jesus a beira do lago de Tiberíades (21,7): “Aquele discípulo que Jesus amava disse então a Pedro: É o Senhor”;
5. Pedro vê o discípulo (21,20): “Pedro, voltando-se, viu que o seguia o discípulo que Jesus amava”.
5.9 Interlocutores de Jesus
Ao invés das parábolas João usa de vários diálogos com Jesus. Seus principais interlocutores são: Nicodemos, a Samaritana, a multidão, as irmãs de Lázaro....
5.10 Oração
Mateus e Lucas apresentam o Pai nosso.
Lucas mostra Jesus orante em muitos momentos decisivos.
João apresenta a Oração sacerdotal no capítulo 17: oração pelos 12
5.11 Eclesiologia
Profissão de amor de Pedro 21,15-17, “apascenta minhas ovelhas”.
Barca, pesca, rede...
Quadro sintético Evangelhos Sinóticos

7 - Referências bibliográficas
1. BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. Paulus: São Paulo, 2004.
2. BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Editora Ave Maria: São Paulo, 2004.
3. BÍBLIA. Português. Tradução Ecumênica da Bíblia - TEB. Edições Loyola: São Paulo, 1997.
4. CHOURAQUI, André. A Bíblia - João (O Evangelho segundo João). Imago Editora Ltda: Rio de Janeiro, 1996.
5. DATTLER, Frederico. Sinopse dos Quatro Evangelhos. Paulus: São Paulo, 2003.
6. FONSATTI, José Carlos. Introdução à Bíblia. Editora Vozes: Petrópolis, 2002.
7. HARRINGTON, Wilfrid John. Chave para a Bíblia: a revelação: a promessa : a realização. Paulus: São Paulo, 1985.
8. LIBÂNIO, João Batista. Jesus na perspectiva de Marcos, Mateus, Lucas e João. Paulinas: São Paulo, 1994.
9. MCKENZIE, John L. Dicionário Bíblico. Paulus: São Paulo, 2003.
10. MORACHO, Felix. Como ler Os Evangelhos - para entender o que Jesus fazia e dizia. Paulus: São Paulo, 1997.
11. SCHÖKEL, Luís Alonso. Bíblia do Peregrino. Paulus: São Paulo, 2002.
FORMAÇÃO PARA INTERCESSORES
INTERCESSÃO: O POVO DE DEUS NO CAMPO DE BATALHA
Introdução:
Nós achamos que oramos muito, rezamos o Rosário, comungamos, participamos diariamente da missa e ainda perguntamos: “Maria Santíssima como eu rezo bastante. Rezo tanto que me sinto no céu. Será que já não basta?”.
RESPOSTA DE MARIA:
“Rezam mais! Vocês estão orando pouco. Precisamos estar mais cheios do Espírito Santo. Sem esta força nada conseguiremos”.
(estas palavras foram ditas por Maria aos videntes de Medjugorgi, cidade da antiga União Soviética).
O povo desta cidadezinha reza um rosário todos os dias. À noite fazem uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento, participam diariamente da Missa e muitos ainda ficam em adoração por horas após a Missa.
E nós ? Quanto tempo temos dedicado nossa vida à oração?
Convido você a praticar um pouco. Pode ser em sua residência, no serviço ou até numa Igreja.
Depois de cantarmos “Consagração a Nossa Senhora”, ou uma musica de Maria rezemos:
1ª Dezena pela nosso emprego (ou desemprego).
2ª Dezena pela nossa Saúde (ou doença).
3ª Dezena por um amigo (ou amiga)
4ª Dezena por algum parente.
5º Dezena pela sua Família. Depois reze o Salve Rainha e o Magnífica (Lucas 1).
Por causa do SIM de Maria é que estamos aqui hoje. Maria é a Mãe de Deus, de Jesus, da Igreja e Mãe nossa.
Jesus tem o sangue de Maria. Ela o gerou e o amamentou. O primeiro sacrário foi o ventre de Maria.
Maria foi mãe, domestica, alimentou a Jesus, ensinou as primeiras palavras e os primeiros passos.
Maria foi a primeira Evangelizadora, pois ensinou a Jesus e nos ensina hoje. Foi intercessora nas Bodas de Cana. Estava orando junto em Pentecostes com os Apóstolos.
Estava ela ali, esperando e confiando. (reflita no livro de Atos 1, 13-14).
Quer aceitem ou não: Maria intercede por todos nós!
Num gesto de amor, assim que possível, ofereça uma flor para Nossa Senhora e passe alguns momentos agradecendo a Jesus por Maria.
FORMAÇÃO PARA INTERCESSORES
INTERCESSÃO: O POVO DE DEUS NO CAMPO DE BATALHA
POR QUÊ INTERCEDER?
- Pela nossa Pastoral e pela Paróquia
- Pelas nossas Pastorais e as do mundo inteiro
- Pelos Meios de Comunicação Católico (TV, Rádio, Jornais e Revistas).
- Por todos que trabalham em nossa Comunidade
- Pelo nosso Papa e todos os sacerdotes
- Pelas Vocações e Seminaristas
- Pela nossa Família e as do mundo inteiro.
Quando uma pessoa ora, ela tem total domínio de si. Não fica “louca” ou “alienada”. Tem muita paz, obediência, tranqüilidade e certezas nas decisões.
A oração faz com que as pessoas sejam conselheiras e pessoas que transmitem muita paz.
Orar pelos outros é estar em comunhão com ele. É compartilhar do seu sofrimento. É conhecer o pleno poder do Amor de Deus.
São Francisco e muitos outros Santos eram intercessores e também profetas. Até hoje isto é testemunho. Um grande exemplo que temos é daquele sacerdote que, preso em um Campo de Concentração Nazista, se ofereceu para morrer no lugar de um pai de família. Ele assumiu o sofrimento do seu próximo.
São Francisco orava e o Amor de Deus nunca lhe faltava. Ele sempre tinha forças para ajudar o próximo com sua caridade. (reflita em I Coríntios 13,1-3).
Pedir o Dom do Amor é pedir a Fé, pois fé e amor caminham juntas. Jesus morreu por nós por amor e depois de Jesus veio todos os mártires da nossa igreja e da nossa historia. (Santo Dias, Chico Mendes e outros) todos entregavam suas vidas por amor ao seu próximo.
Agora chegou a nossa vez.
FORMAÇÃO PARA INTERCESSORES
INTERCESSÃO: O POVO DE DEUS NO CAMPO DE BATALHA
MAS EU JÁ QUERO INTERCEDER. O QUE PRECISO FAZER PARA SER UM INTERCESSOR?
1º Ser Servo. Servir em silêncio sem ser visto, sem aparecer. Muitas vezes o intercessor nem aparece. Não vê as maravilhas que acontecem em sua volta, pois muitas vezes o grupo está reunido em um lugar distante. Quando é escalado por Deus obedecem e o Senhor age. (reflita Marcos 10, 44-45).
2º Interceder é lutar. Não tem medo da batalha Espiritual. Crendo que será vencida por Jesus através de cada intercessor, pois Jesus convocava o seu povo e por isso é que estamos aqui hoje. Jesus nos chamou para guerrear. (reflita Lucas 22,39-46)
3º Interceder é identificar-se com Jesus. O intercessor não vê defeito e sim doença. Por exemplo: “Se uma casa tem goteiras, não precisamos vende-la. Basta arrumar o telhado”. Se uma pessoa possui um pecado, ele não deve “morrer” mas ser tratado como um doente do pecado.
O intercessor deve e precisa identificar no seu testemunho de vida a ação do Espírito Santo. (reflita em Isaias 43-10-12).
4º Compartilhar. O intercessor precisa compartilhar com os outros. A nossa igreja está cheia de doenças e nós também somos doentes (reflita em Mateus 10,5-8).
5º Governar com autoridade. Autoridade de Jesus não é a nossa autoridade humana. É por isso que somos doentes. Todos falhamos.(reflita Jeremias 1,8-10).
6º Compadecer-se com o irmão. Chorar pelo próximo, sentir nele o teu filho, teu pai ou tua mãe. Se você não chora, o seu coração está muito duro. Peça a Deus este dom maravilhoso: o Dom das Lágrimas. O Senhor atende muito mais aos chorões. (reflita em Salmos 125, 5-6 ; II Reis 20,5 ; Gênesis 33,1-4 ; João 11, 32-36).
7º Morrer para viver em Cristo. Deixar morrer o que é velho dentro de você. Devolver ao Senhor as suas lágrimas, pois, Jesus precisa delas para amassar o barro do nosso coração endurecido.
Vamos vivenciar o Dom das Lágrimas. Em particular no seu quarto, ou diante do Santíssimo, “chore” clamando a misericórdia de Deus pela sua vida e pela sua Família.
PROFECIA: “COM A MESMA PROPORÇÃO DA CHUVA QUE CAI, ASSIM DERRAMO AS MINHAS BÊNÇÃOS SOBRE CADA UM DE VOCÊS”.
Êxodo 17, 12-13 ; chamado de Moisés. Sustentar o irmão.
A formação de um intercessor começa não tanto com o encargo de orar e sim de amar.
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INTERCESSÃO: O POVO DE DEUS NO CAMPO DE BATALHA
Devemos tomar cuidado com nossas atitudes:
- Nunca brincar com o Dom de Deus
- O intercessor é o servo dos servos
- Ser intercessor é assumir as necessidades dos outros e as dificuldades, até mesmo perder algumas horas do seu precioso sono por amor.
Muitos de nós já somos intercessor por natureza e não sabemos.
- O intercessor não nasce feito, e muito menos perfeito. É Deus quem chama. É Deus quem capacita. Somos humanos e pecadores. (Eclo. 2,1-4).
- " Não quero ser intercessor" ou "Não sirvo para isto". É o que muitas pessoas dizem, mas lhe pergunto: O QUE DEUS DIZ?
- " A humilhação foi só com Jesus e com os seus apóstolos, isso nunca acontecerá comigo". Doce ilusão. Sem a humilhação e sem a cruz não existe a salvação
- Precisamos policiar nossa boca, nossa maneira de falar, de vestir, de andar, de colocar guardas sobre nossas condutas. Da nossa boca que sai louvores a Deus também sai palavrões, gírias, piadas, brincadeiras imorais, etc.. Tudo isso não deve ocupar a nossos lábios.
- Se você possui algum vício, Jesus vai cura-lo. Sem você fuma 40 cigarros por dia, Jesus já deve estar defumado dentro de você.
A Intercessão não precisa ser só de mulheres. Também pode ser de homens.
Acreditem, os homens são mais usados na oração que as mulheres.
Em uma comunidade quando não tem intercessão, o inimigo sorri e nada dá certo.
Quando inicia a intercessão, os ministérios fluem para fora, explode e o povo cresce.
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COMO FORMAR UM GRUPO DE INTERCESSÃO?
A resposta parte de um serviço. É uma aliança que tem os dois lados.
Se você quer formar um Grupo para Interceder pelas Famílias, convide algumas pessoas que tenham uma certa maturidade espiritual e sejam fiéis aos SACRAMENTOS e passe o conteúdo desta formação.
Se em sua Cidade existe Grupos de Oração da Renovação Carismática Católica, procure o responsável e fale com ele sobre sua iniciativa. O Ministério MOISÉS (antiga secretaria Moises) é o braço da RCC que cuida dos intercessores.
Um bom gesto também é comunicar o seu pároco caso queiram se reunir na igreja.
Compromisso definitivo e vida no espírito. Os grupos de intercessão são pessoas que se reúnem no máximo em 12 participantes e no mínimo de 6, não podendo sobrar e nem faltar.
Unir a Deus e ao irmão disponível 24 horas em espírito. (reflita João 14,13).
O intercessor nunca pode desistir de orar por um problema, seja ele qual for, tem que orar e a resposta vêm de Deus, nem que você ore meses a fio e até anos (reflita Isaias 62,6).
A intercessão precisa ser organizada, como tudo em nossa vida.
O grupo deve se reunir uma vez por semana, na mesma hora e no mesmo local, com os mesmos integrantes. Não pode ter ninguém de fora que não seja do grupo. Deve-se usar os carismas e o mais importante: ninguém poderá visitar este grupo, pois ele é fechado.
O Grupo de Intercessão não é local para visitas de parentes, amigos e nem de levar pessoas para por ela. Leve a intenção ou o pedido de oração para que o Grupo interceda por ele.
Os Grupos de Oração já existem para ministrar o oração para as pessoas.
Iniciar com um louvor, ação de graças por tudo que o Senhor tenha realizado. Orar profundamente e deixar os dons Carismáticos fluírem, mas, com muito discernimento. (reflita Jonas 3,8).
Devemos concordar em nossas decisões uns para com o outro. Não podemos ser “cristão pele de ovo”.
O Senhor separou e prepara os que entram nesta batalha, por isso:
- Seja fiel na oração
- Seja fiel aos SACRAMENTOS
- Seja fiel nas ofertas do altar e no dizimo (Mal 3,10)
Pois tudo que se tem numa comunidade (ou igreja) é comprado com a sua colaboração.
FORMAÇÃO PARA INTERCESSORES
INTERCESSÃO: O POVO DE DEUS NO CAMPO DE BATALHA
Para terminar, formemos grupos nesta ordem:
1ª Dezena – Orar pelos governantes e autoridades do mundo inteiro
2ª Dezena – Orar pela evangelização do povo brasileiro
3ª Dezena – Orar pelas pastorais e pelos serviços dos leigos
4ª Dezena – Orar pela conversão das famílias da nossa Comunidade
5ª Dezena – Orar por todos os sacerdotes e seminaristas.
Caso você não saiba como rezar o Terço, procure nas principais livraria católicas que eles possuem livretos com explicações de como rezar.
Se lhe interessar, envie-nos um e-mail com seu nome completo, endereço, cidade, estado e cep que lhe enviaremos um Livreto de Como Rezar o Terço .
Tudo por Jesus. Nada sem Maria